Melasma é comum durante a gestação, saiba como tratar

Estrias daqui, gordurinhas de lá: depois que o bebê nasce, muitas mães se veem diante de um corpo modificado pela maternidade e buscam alternativas para que ele volte à antiga forma. Além de manter uma dieta equilibrada, muitas optam por tratamentos estéticos no pós-parto. Mas será que eles são permitidos?

É possível conquistar um corpo bonito e saudável após a gestação associando técnicas combinadas para o sucesso no tratamento. A drenagem linfática, por exemplo, pode ser feita ainda durante a gravidez, a partir da 14ª semana, com a liberação do obstetra. Já os procedimentos com tecnologias são liberados a partir do 3º mês pós-parto.

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Pensando em promover a autoestima e o bem-estar das mulheres após a gravidez, listamos as principais queixas das mamães e algumas sugestões de procedimentos. Confira:

1 – Manchas de gravidez: devido às alterações hormonais durante a gestação, é comum aparecerem as temidas manchas na face, conhecidas como melasma. Durante a gestação, o dermatologista pode indicar o uso de ácidos e vitaminas para serem usados durante todo o período gestacional com segurança, além do protetor solar. Outra dica é o uso de protetores físicos, como chapéus, guarda-sol, óculos, entre outros. O uso de água termal também é indicado para que haja uma diminuição da temperatura da pele, evitando a piora do quadro.

Após o parto, tratamentos com Laser Q-Switched e peelings químicos, que são eficazes e seguros.

2 – Celulite: a causa da celulite durante a gestação é puramente hormonal. A produção excessiva de estrógeno no organismo significa que mais gordura irá se acumular naquelas áreas propensas a depósitos de gordura. “O excesso de gordura causa obstrução do sistema linfático e enfraquece os tecidos conjuntivos, causando a celulite na gravidez.

A combinação de endermologia, radiofrequência, terapia manual e o uso de cosméticos são eficazes para celulite no pós-parto. A resposta nessas pacientes é muito rápida.

3 – Estrias: as estrias são lesões causadas pela ruptura das fibras da pele, responsáveis pela elasticidade, ocasionadas por sua distensão exagerada ou devido a alterações hormonais e consequente aumento de peso. O fator genético também contribui para o aparecimento das estrias.

São utilizados tratamentos combinados, nunca isolados, para o sucesso no tratamento. Ácidos, peelings químicos e lasers são alguns dos tratamentos que, somados, garantem um melhor resultado.

4 – Gordura localizada: a gordura localizada durante a gestação serve como reserva de energia para emergências, como a falta de alimento. Após o parto, os procedimentos estéticos dão uma forcinha para que essa gordura localizada seja eliminada o quanto antes. O uso de ultrassom de alta potência, por exemplo, esvazia as células de gordura, facilitando a sua eliminação.

5 – Flacidez: com o crescimento da barriga, a pele e músculos sofrem transformações em suas fibras de colágeno e elastina, fazendo com que ocorra a flacidez muscular e tissular (pele).  Quanto mais peso a mãe ganhar, maior a probabilidade de ela ter flacidez.

O uso de radiofrequência é o que existe de melhor para a flacidez de pele. O aumento de temperatura causado pelo equipamento faz com que estimule a formação de um novo colágeno, deixando a pele mais firme e com resultados duradouros. O uso de eletroestimulação com exercícios ativos promove uma contração muito eficaz na musculatura abdominal, melhorando consideravelmente a flacidez muscular e devolvendo o contorno da cintura.

6 – Inchaço: o inchaço, principalmente do meio para o final da gestação, ocorre porque o útero comprime as vias abdominais, o que resulta na retenção de líquido para as pernas. A drenagem linfática durante a gestação é essencial para diminuição dessa retenção, proporcionando alívio e relaxamento em todo o período gestacional.

É indicado que a gestante faça drenagem duas vezes por semana ou mais. Além disso, a drenagem linfática traz muitos benefícios para o bebê, e isso é comprovado cientificamente.